Como visitar Torres del Paine saindo de El Calafate: tours e conselhos

Como visitar Torres del Paine saindo de El Calafate: tours e conselhos

O Parque Nacional Torres del Paine é um dos tesouros naturais mais importantes do sul do Chile e um dos destinos imprescindíveis de todo viajante que esteja de visita por essa região. No entanto, se você está conhecendo o lado argentino da Patagônia, não precisa se preocupar: simplesmente pode acessar esta paisagem atravessando uma passagem fronteiriça que está muito perto de El Calafate, a cidade argentina mais próxima à reserva nacional que leva o seu nome. A melhor maneira de fazer isso é com o nosso tour pelas Torres del Paine com guia e traslados inclusos.

Nesta nota, queremos assessorá-lo para que conheça com seus próprios olhos este belíssimo ponto no mapa latino-americano sem complicações.

Onde ficam as Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine está localizado no sul do Chile, dentro da Região de Magalhães e da Antártica Chilena, aproximadamente a 150 quilômetros ao norte de Puerto Natales e a uns 250 quilômetros de Punta Arenas. Faz parte da Patagônia chilena, uma das zonas mais austrais e espetaculares do continente, caracterizada pelo seu relevo montanhoso, glaciares, lagos de águas turquesas e extensas estepes.

Desde a Argentina, o acesso mais comum é pela cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz, de onde se pode cruzar a fronteira pelo passo Cancha Carrera – Cerro Castillo (conhecido popularmente como Passo Fronteiriço Río Don Guillermo). O parque encontra-se dentro da Cordilheira do Paine, um maciço independente dos Andes, famoso pelas suas formações rochosas de granito que se elevam abruptamente sobre os vales e lagos circundantes.

Como chegar às Torres del Paine saindo de El Calafate

Chegar ao Parque Nacional Torres del Paine saindo da cidade argentina de El Calafate é muito simples. Você pode fazê-lo por conta própria, no seu veículo pessoal ou alugado, ou, para quem não dirige nem conta com essa possibilidade, através de transfers privados e excursões guiadas de um dia ou vários.

Entre a cidade santacruceña de El Calafate — que, vale a pena destacar, conta com o seu próprio aeroporto — até o Parque Nacional Torres del Paine, na Região de Magalhães, há 257 quilômetros de distância. No caso de você viajar por conta própria, contamos como deve fazer.

Desde El Calafate você tem que tomar a Rota Provincial Nº11, conectar para o sudoeste com a Rota Nacional Nº40 e percorrer a estepe patagônica. Recomenda-se seguir esta rota até a localidade de Esperanza, já que o desvio pela Rota Provincial Nº7 não estaria nas melhores condições. Depois, deve-se seguir pelo mesmo caminho até o Passo Internacional Fronteiriço Río Don Guillermo.

Ao observar o mapa você vai notar que a rota dá uma grande volta apesar da curta distância entre a cidade e a reserva natural chilena: ocorre que, pelas questões geográficas da região, as rotas estendem-se uns quilômetros mais além pela estepe, demorando a viagem em umas 3 ou 4 horas, dependendo da velocidade e do tipo de veículo em que você se desloque.

Depois de cruzar o passo internacional, uma vez no Chile, segue-se até a entrada do Parque Nacional Torres del Paine, pela rota em direção ao ponto de acesso (por exemplo, desde a entrada "Laguna Amarga" ou "Portería Sarmiento"). Antes, sugerimos parar para descansar e recarregar energias na cafeteria que se encontra a escassos metros do posto de controle migratório. É uma parada clássica para os viajantes para comer uma rica torta frita com mate cocido e muitas outras delícias.

De qualquer modo, outra maneira fácil e cômoda de chegar às Torres del Paine saindo de El Calafate é com excursões privadas que, além de traslados ida e volta, incluem o acompanhamento de guias profissionais que lhe irão relatando durante toda a viagem os detalhes necessários sobre a geografia e a história deste espetacular destino.

Da Argentina para o Chile: requisitos para cruzar o passo migratório

Para cruzar da Argentina para o Chile por um passo migratório, os residentes argentinos têm que apresentar obrigatoriamente um RG digital (cartão ou caderneta celeste) ou o passaporte vigente. Não se aceitam documentos velhos, comprovantes de trâmite nem documentos deteriorados.

No caso dos residentes estrangeiros, o ingresso no Chile realiza-se com o passaporte do país de origem e, se corresponde, com o visto chileno vigente. Aqueles que sejam cidadãos do Mercosul ou de países com acordos de livre trânsito podem ingressar apenas com o seu documento nacional de identidade válido, sem necessidade de visto.

Se viajam menores de 18 anos, além do documento válido, devem cumprir com os requisitos de autorização:

As autorizações devem tramitar-se de maneira pessoal e presencial em escritórios ou passos migratórios. Em situações urgentes pode gestionar-se uma permissão por viagem única, válida por 30 dias.

Por que se chama Torres del Paine?

O nome do parque provém dos seus três picos mais emblemáticos: as Torres del Paine, três agulhas de granito modeladas pela erosão glacial há milhões de anos. Estas torres — chamadas Torre Sur, Torre Central e Torre Norte — alcançam alturas próximas aos 2.500 metros sobre o nível do mar e são o símbolo mais reconhecível do parque.

A palavra "Paine" provém do idioma tehuelche ou aonikenk, um dos povos originários da Patagônia, e significa "azul", em alusão à cor que domina a paisagem: a dos glaciares, lagos e céus patagônicos. Assim, "Torres del Paine" traduz-se literalmente como "Torres Azuis", um nome que sintetiza a essência visual do lugar: montanhas imponentes que se elevam sobre um entorno de gelos, águas e céus de um azul profundo.

Por que visitar as Torres del Paine

Podemos mencionar os glaciares majestosos, as torres de granito imponentes e os lagos de azul profundo que aguardam neste Parque Nacional que foi declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO e Oitava Maravilha do Mundo.

A enorme quantidade de animais autóctones embeleza a experiência da visita: raposas coloradas, ñandúes (emas), guanacos, condores, curicacas (bandurrias), pumas e tanto mais. As árvores milenares e as espécies vegetais que resistem com tanta graça ao clima ventoso, fresco e seco também se destacam na paisagem.

No entanto, apesar desta descrição, às vezes as imagens dizem muito mais que as palavras: só de ver uma foto ou um vídeo deste maravilhoso destino no sul chileno entende-se perfeitamente por que é um dos mais escolhidos do turismo na Patagônia.

Mas além das paisagens contrastantes e espetaculares, o Parque Nacional Torres del Paine é atraente para o turismo porque conta com uma grande estrutura para convocar centenas de visitantes por ano sem corromper o ecossistema.

Os alojamentos, os serviços gastronômicos, as excursões e atividades de aventura estão pensados por profissionais para garantir uma experiência cômoda, segura e agradável, sem danificar a flora e a fauna.

Além disso, circuitos de trekking famosos como o "W" e o "O" fazem com que este sítio seja tentador para qualquer viajante solitário ou grupo de amigos com vontade de respirar ar puro, caminhar ou contemplar diferentes cenários clássicos da Patagônia.

Em que datas se pode visitar Torres del Paine?

Durante todo o ano. Mas, obviamente, o inverno é a temporada mais crua e hostil para fazê-lo (no hemisfério sul implica os meses de junho, julho, agosto e metade de setembro). A vantagem é que os preços são mais baixos e há mais possibilidades de passar a noite num dos múltiplos alojamentos. Entre dezembro e fevereiro concentra-se a maior quantidade de turistas porque os dias são mais longos, o clima é mais agradável e a maioria das trilhas está habilitada.

É preciso levar dinheiro vivo para as Torres del Paine?

A Secretaria de Turismo sugere aos visitantes levar a maior quantidade de dinheiro em espécie que puderem, já que dentro do Parque Nacional não há caixas eletrônicos e há muito pouco sinal de telefonia móvel ou Wi-Fi, pelo que você não poderá comprar artigos nem pagar serviços com essa metodologia.

Onde hospedar-se em Torres del Paine

Dormir em frente às montanhas mais icônicas da Patagônia é uma experiência que vale a pena planejar com tempo. No Parque Nacional Torres del Paine existem opções para todos os perfis de viajantes: desde hotéis de luxo com vistas privilegiadas até acampamentos encravados entre lagos e glaciares. Nos casos mais exclusivos, a reserva antecipada é indispensável, especialmente durante a alta temporada.

O importante a saber é que cada visitante tem que reservar com antecedência os acampamentos ou refúgios, já que não é permitido acampar fora das zonas habilitadas.
A Secretaria de Turismo do Chile recomenda optar por alojamentos registrados no Sernatur, o organismo que garante padrões de qualidade e sustentabilidade turística.

Existe uma modalidade econômica, hospedando-se unicamente nos acampamentos gratuitos fornecidos pela CONAF, o administrador do parque. Os campings gratuitos do Circuito W são Campamento Torres, Campamento Italiano e Campamento Paso.

Depois há uma modalidade intermédia que é dormir nos campings particulares das empresas Fantástico Sur e Vertice Patagonia, distribuídos nas rotas de trekking mais famosas, como o circuito W ou o O. A via mais luxuosa é hospedando-se nos refúgios das mesmas empresas em quartos compartilhados com pensão completa. Alguns serviços oferecem pensão completa: café da manhã, lanche para levar na rota e jantar. No momento de realizar a reserva esta opção aparecerá como "full" ou "completo". Isto é interessante para que você possa caminhar leve, sem necessitar levar equipamentos de camping.

Outra alternativa é viajar "deluxe" e hospedar-se nos complexos recomendados pela CONAF: por exemplo, a Reserva Las Torres Patagonia, localizada ao pé das montanhas. O aluguel ou arrendamento de tendas em Torres del Paine full equipadas pode custar desde CLP $101.000 por pessoa na alta temporada. Depois está o Tierra Patagonia, com arquitetura integrada à paisagem e serviços de spa; e o Explora Lodge Torres del Paine, um dos mais reconhecidos pela sua proposta de luxo sustentável.

Para quem procura uma experiência mais imersiva, o Ecocamp Patagonia oferece domos geodésicos inspirados nas moradias dos povos originários, enquanto o Patagonia Camp combina design ecológico e conforto junto ao Lago Toro. Também sobressaem o Hotel Lago Grey, com excursões ao glaciar homônimo, e o Hotel Río Serrano, ideal para quem prefere um ponto de partida cômodo para percorrer os diferentes setores do parque.

Quem procura uma experiência mais local, existem estâncias patagônicas nos arredores do parque, onde é possível hospedar-se e compartilhar a vida rural, com cavalgadas, pratos de comida típica e o calor dos anfitriões.

Em qualquer uma destas modalidades, o conselho é o mesmo: planejar com antecedência e reservar online através dos sites oficiais ou redes sociais de cada alojamento. A demanda é alta e, uma vez dentro do parque, as distâncias entre um ponto e outro podem ser longas.

Quais são os circuitos de Torres del Paine?

No Parque Nacional Torres del Paine existem circuitos de trekking para todos os níveis de experiência. O mais emblemático é o Circuito W, ideal para quem procura uma caminhada exigente mas acessível: percorre os vales e mirantes mais famosos do parque em 4 a 6 dias, com jornadas de cerca de 8 horas diárias.

Para os aventureiros com mais experiência, o desafio máximo é o Circuito O, um percurso completo de mais de 100 quilômetros que rodeia todo o maciço do Paine e exige entre 6 e 8 dias de marcha, com trechos rochosos, desníveis pronunciados e paisagens de montanha pouco transitadas.

Além disso, o parque oferece trilhas mais curtas e acessíveis, que podem ser feitas em uma ou poucas horas. Entre elas destacam-se a trilha à Base Torres, uma caminhada de umas oito horas ida e volta que leva ao mirante mais famoso; os mirantes Ferrier, Cóndor e Cuernos, com vistas panorâmicas de lagos e cumes; e o caminho para a Laguna Cebolla, localizado antes da entrada do parque e de acesso gratuito.

Em qualquer das suas versões, os circuitos do Paine são um convite a viver a Patagônia em movimento, entre glaciares, rios e montanhas que mudam de cor com a luz do dia.